20.11.08

Minha senhora,

Cheguei finalmente ao meu destino, mas não o desejo a ninguém.

Minha querida, peço-te que me perdoe por tê-la enganado todos estes anos, também lhe peço que não trate mal as pessoas como eu as tratei, ou seja, abaixo de cão.

Peço também que peça as minhas desculpas por mim aos criados que tudo fizeram para me satisfazer, mas mesmo assim eu tratava-os mal.

Depois disto, vou descreve-lhe o lugar para onde a minha querida irá, se não fizer o que lhe peço.

Como já deve ter percebido, não há só a barca do céu como pensa, há também a barca do inferno.

Esta barca leva-nos para um lugar sombrio, quente e aterrador. Desde que aqui cheguei, ouço sempre gritos de desespero e dor, como quando chicoteava os nossos criados, e os seus corpos ensanguentados são colocados numa parede quente e vão sendo queimados.

As suas almas tentam fugir, mas os guardas agarram-nas sempre.

Hoje, antes de lhe escrever esta carta, falei com uma pessoa que não consegui identificar, pois o seu rosto estava desfigurado, disse-me que o tempo aqui não passa, a única coisa que passa é a nossa maldade.

Depois desta descrição e destas palavras, espero que compreendas que não quero que seja aqui o seu lugar nem o dos meus filhos, por isso leia-lhes esta carta.

Fiquem bem, desejo-vos as melhores felicidades!

                                                                                                                                       Diana

 


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“O professor pensa ensinar o que sabe, o que recolheu nos livros e da vida, mas o aluno aprende do professor não necessariamente o que o outro quer ensinar, mas aquilo que quer aprender.”

lamento... peço desculpa por não valorizarem o meu trabalho, peço perdão por vos tentar ensinar aquilo que não querem aprender, lamento fazê-los acordar e reagir para a vida... sinceramente, arrependo-me por procurar sempre uma saída, por me esforçar para vos dar motivação por perder tempo e esgotar as minhas palavras, sem mágoas... Dedicar-me-ei a quem o merece!
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